No orçamento para a Saúde em 2024, o Governo quer avançar, no próximo ano, com a construção do novo Hospital do Oeste.
O documento esta terça-feira entregue à Assembleia da República e apresentado por Fernando Medina anuncia “lançar os concursos para o novo Hospital Central do Algarve, para o Centro Regional de Oncologia do Algarve, para o Hospital de Proximidade do Seixal e para o novo Hospital do Oeste”.
O Novo Hospital do Oeste, anunciado pelo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, para a Quinta do Falcão, no Bombarral deverá ter 467 camas, 16 especialidades médicas e um centro tecnológico e biométrico, sugere o Grupo de Trabalho que traçou o perfil assistencial necessário à região.
O relatório do Grupo de Trabalho, liderado pela antiga ministra da Saúde Ana Jorge, propõe que o Novo Hospital do Oeste deva ter um total de 467 camas, das quais 381 para internamento geral, divididas por unidades que terão entre 28 e 32 camas, em quartos duplos e individuais.
O Grupo de Trabalho sugere que na área da saúde mental devem ser previstas 31 camas para internamento e que sejam afetadas 57 camas a cuidados especiais, divididas pelas especialidades de Pediatria, Cuidados Intensivos Polivalentes e pelas unidades de Coronários e AVC (Acidente Vascular Cerebral).
A nova unidade deverá ainda ser dotada de 74 gabinetes de consulta externa, 17 postos de diálise crónica e de hospital de dia polivalente e nas especialidades de pediatria, oncologia e saúde mental.

O relatório sugere também a criação de um bloco operatório com 10 salas, das quais quatro vocacionadas para ambulatório e três para urgências. Na maternidade estão previstos nove quartos de partos e na neonatologia nove berços e seis incubadoras.
O Grupo de Trabalho defende igualmente que o novo hospital integre 16 especialidades médicas, das quais três não existem nos atuais hospitais do Centro Hospitalar do Oeste (CHO): Endocrinologia, nefrologia e reumatologia.
No que respeita a especialidades cirúrgicas mantém as seis já existentes no CHO.
Por último, as quatro especialidades de Diagnóstico e Terapêutica já existentes deverão aumentar para cinco, com a inclusão de Anatomia Patológica.
O relatório sugere ainda a criação de um centro tecnológico e biomédico de apoio ao ambulatório e ao internamento, com laboratórios de Patologia Clínica, Anatomia Patológica, Imunohemoterapia e Imagiologia.
O novo hospital substituirá as três unidades do CHO (Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras) o que obrigará a deslocações dos 1.892 trabalhadores da instituição.
Destes trabalhadores, 32% residem no concelho de Torres Vedras, 30% no das Caldas da Rainha e 6% no de Peniche.
O Grupo de Trabalho sustentou a escolha do Bombarral em critérios de acessibilidade, como a proximidade à saída 11 da Autoestrada 8 (que atravessa todo o Oeste) e à estação do caminho-de-ferro.
O relatório destaca ainda uma distância de dois minutos entre o futuro hospital e o quartel de bombeiros do Bombarral e de 12 minutos até ao quartel dos bombeiros de Óbidos. O documento estima que, de acordo com o modelo de financiamento que vier a ser escolhido, o prazo para a conclusão do hospital seja de seis anos e nove meses, em caso de financiamento do Orçamento do Estado, ou de sete anos no caso de uma parceria publico privada.
Contudo, o ministro da Saúde estimou que, “numa perspetiva muito otimista”, o novo Hospital do Oeste possa ficar concluído dentro de cinco anos.
O novo hospital deverá substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.










