Cerca de duas mil pessoas oriundas de Caldas da Rainha deslocaram-se no sábado a Lisboa, em 25 autocarros para um protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro, contra a localização do novo hospital do Oeste no Bombarral.
“Aquilo que queremos e exigimos é que o governo faça e tome uma decisão para satisfazer uma necessidade com mais de 20 anos e que realmente tenha em conta os critérios que são ajustados e adequados para tomar essa decisão”, começou por dizer Vítor Marques, presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, aos jornalistas.
“A razão de estarmos aqui é porque já pedimos audiências para apresentar as nossas reivindicações ao senhor primeiro ministro e não tivemos oportunidade de o fazer, a razão de estarmos aqui é porque não fomos ouvidos”, acrescentou.



O autarca de Caldas da Rainha, Vítor Marques, e mais dois elementos da Assembleia Municipal deixaram estudos e pareceres ao primeiro-ministro.
Contudo, a comitiva de Caldas da Rainha não foi recebida em São Bento e na opinião do autarca caldense sentem-se “esquecidos porque há mais de 20 anos se fala da necessidade da construção de um hospital novo no Oeste” uma vez que “já foi diversas vezes falado que iria para o orçamento de estado, acabou por nunca acontecer”.
Para Vítor Marques, “hoje temos de facto a pior resposta hospitalar do país, portanto está na altura de podermos ter um novo hospital”.





Entre as críticas ao anúncio do ministro da Saúde, o autarca local considerou que o “critério do tempo e da distância são muito redutores” e que o terreno escolhido tem “pouco mais de 50 hectares, o que não permitirá uma ampliação no futuro”.
Já a opção defendida pelos manifestantes passa por construir o hospital num terreno entre Caldas e Óbidos, “com 60 hectares, 25 dos quais são terrenos públicos”. Em declarações aos jornalistas, o edil referiu que este hospital ficaria junto ao nó da A8, perto do A15 e do IP6, além de ser contíguo à linha férrea.
Vítor Marques lembrou estatísticas do Serviço Nacional de Saúde que indicam que mais de 75% dos atos médicos praticados nos hospitais são atos programados, salientando assim a importância da escolha de uma localização perto de vias rodoviárias e ferroviárias.
Em declarações à RTVON, o presidente da autarquia refere que “para já não está nada delineado em concreto” para próximas ações, mas vão “continuar a fazer o percurso que fizemos sempre até aqui, muito sereno, calmo e ponderado” uma vez que “acreditamos que temos a razão do nosso lado e vamos até às últimas consequências para mostrar isso”.













