Na semana passada, a Intervenção e Resgate Animal (IRA) foi contactada com a informação sobre a presença de um “canídeo esquelético” no Cadaval. Na sexta-feira, 8 de agosto, a organização atualizou a situação, referindo que foi “a rápida intervenção” do grupo que permitiu salvar o animal.
Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, a equipa relatou ter encontrado “um canídeo esquelético, com um ferimento abdominal com hemorragia ativa, num espaço insalubre e sem abeberamento ou alimentação disponível”. O grupo deslocou-se ao local, onde confirmou que o cão estava “gravemente ferido” e “em caquexia extrema” — uma síndrome caracterizada por diversos fatores, como a perda de peso, atrofia muscular, fadiga e fraqueza.
O IRA contactou os proprietários do imóvel, obtendo autorização para entrar e avaliar o estado do animal. No local, estiveram também presentes elementos do Posto Territorial da GNR do Cadaval.

Segundo a mesma fonte, foram encontrados “vários animais acorrentados ao sol, sem água nem alimentação, sem casota e em cima de fezes”. Um dos cães apresentava “a coleira dentro da carne do pescoço”. O caso mais grave era o do animal que foi partilhado inicialmente, um galgo.
O IRA e a GNR insistiram “no transporte urgente deste animal para o hospital veterinário mais próximo”. O cão foi levado diretamente para a sala de cirurgia, sendo descrito que “o estado dele era miserável, além do ferimento abdominal o animal encontrava-se esquelético e muito debilitado”.
O animal foi batizado como “Lelo”. A cirurgia teve um custo de 1.000 euros e implicou um internamento de duas semanas. De acordo com o IRA, o Lelo “encontra-se agora a recuperar no descanso do lar de uma FAT”.
O IRA referiu ter “canalizado alguns dos fundos angariados durante os incêndios” para cobrir os custos dos tratamentos de Lelo, liquidando assim as dívidas hospitalares da associação. A organização agradeceu ainda os contributos dos que têm apoiado os resgates com donativos monetários.












