A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se, decisão que foi esta terça-feira comunicada pelo Presidente da República.
“O Presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva”, lê-se na nota oficial.
Este anúncio de demissão surge após vários dias de pressão motivada pela resposta dada pelo Governo aos danos provocados pelas recentes tempestades em Portugal, e na véspera do debate quinzenal dedicado a essa mesma resposta.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
Doutorada em Direito, Maria Lúcia Amaral foi Provedora de Justiça entre novembro de 2017 e junho de 2025. Anteriormente, exerceu funções como juíza do Tribunal Constitucional entre 2007 e 2016, tendo sido também vice-presidente do mesmo tribunal a partir de 2012.














