O padre Álvaro Bizarro apresentou a renúncia ao cargo de administrador paroquial das paróquias da cidade de Torres Vedras, função que desempenhava desde 2018, informou a Paróquia de Torres Vedras através das suas redes sociais.
Na mensagem dirigida aos paroquianos, o sacerdote começa por agradecer à comunidade, afirmando: “Devo-vos um obrigado.”
No mesmo comunicado, o padre recorda que “no dia 18 de novembro de 2018 foi-me confiado o encargo de conduzir as paróquias da cidade de Torres Vedras pelos caminhos do Reino, como seu Administrador Paroquial”, acrescentando que tem “a consciência que o fiz com tanto zelo quantas as deficiências”.
O padre revela ainda que apresentou a sua renúncia no dia 13 de março, tendo a mesma sido aceite pelo Patriarca, “com efeitos a partir da meia-noite do dia 7 de junho”.
Ao explicar as razões da decisão, o padre Álvaro Bizarro refere que “à idade e pouco jeito somou-se, em início de 2025, o diagnóstico de fibrose pulmonar, doença crónica, irreversível, uma companheira para a vida”, acrescentando que tem seguido “as indicações médicas e os tratamentos clínicos, para retardar a progressão da doença”.
O cónego refere ainda que “este estado, somado à já limitada capacidade, dita que devo deixar o cuidado pastoral desta comunidade”, sublinhando ainda que “francamente não gostaria de prejudicar mais estes fiéis, nem de vir a ser ‘empurrado’ pelas circunstâncias”.
Na nota, o sacerdote afirma que “diante de Deus e da minha consciência, decido livremente, renunciar ao cargo de Administrador Paroquial, por incompatibilidade com o meu estado de saúde”, considerando que deve “dar o lugar a outro sacerdote mais novo e virtuoso, que realize a missão de conduzir os fiéis e consiga dinamizar o anúncio do Evangelho aos cidadãos deste burgo”.
Apesar da saída, o cónego Álvaro Bizarro manifesta disponibilidade para continuar a colaborar, afirmando: “Estarei disposto a dar o contributo que o futuro pároco entender como necessário ou conveniente”.
O padre agradece ainda “as inenarráveis manifestações de estima e ajuda, temperadas com o sal da tensão própria do viver em comum”, acrescentando que se confia “à misericórdia de Deus e à permanente caridade da Igreja”.
Na parte final da mensagem, o Padre Álvaro Bizarro reconhece que “tenho francamente pena de, face a tantas potencialidades desta terra, não ter estado à altura do desafio nem de ter conseguido constituir as equipes que o estivessem”, deixando, contudo, a convicção de que “quem faz o que pode a mais não é obrigado” e “a certeza de que obra é de Cristo de quem sou apenas ministro, e a garantia da ação transformadora do Espírito”.
A comunicação termina com uma nota final de despedida aos paroquianos, na qual o Padre Álvaro Bizarro expressa agradecimento e estima pela comunidade.












