O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) acusou a administração da Promotorres de “má-fé negocial” e “total inflexibilidade” no processo de negociação do Acordo de Empresa (AE).
Em comunicado enviado à RTVON, o sindicato recorda que “há mais de três anos que os trabalhadores, com o STAL na linha da frente, travam uma dura e justa luta pela assinatura de um AE, e mostram-se unidos e determinados em intensificar a defesa e a conquista de mais direitos, melhores salários e condições de trabalho”.
De acordo com a estrutura sindical, a negociação deste AE “arrasta-se num jogo de má-fé negocial e uma total inflexibilidade por parte da empresa”, tendo os trabalhadores “esgotado todas as vias de diálogo: dezenas de plenários – inclusive às portas da empresa e da Câmara Municipal de Torres Vedras (CMTV) –, intervenções diretas na Assembleia Municipal e greves”.
O sindicato refere ainda que “à margem da negociação” o Conselho de Administração da Promotorres “impôs, unilateralmente, regulamentos de carreira e avaliação, que deveriam ser parte integrante do AE negociado, e que consubstanciam uma distração: pouco beneficiam os trabalhadores e nem sequer são aplicados na sua totalidade! Só quando o STAL levou o processo à DGERT (entidade reguladora) é que se conseguiu, sob mediação, avançar em algumas cláusulas”.
Quanto às questões pecuniárias, o STAL afirma que o Conselho de Administração da Promotorres “recusa discutir o que é vital para quem constrói a riqueza da empresa”. O sindicato acrescenta que “a presidente da CMTV – note-se que o município é o único accionista da empresa – foi repetidamente chamada a intervir, mas, entre recusas e adiamentos cúmplices, apenas concedeu duas reuniões inócuas. Além de um suplemento de trabalho subterrâneo (que abrange uma minoria dos trabalhadores), a sua contribuição para resolver o conflito foi… zero!”.
Face a este bloqueio, os trabalhadores, reunidos em diversos plenários, “reafirmaram a recusa do trabalho ao sábado e exigem o pagamento do subsídio de turno e um AE que valorize todos os trabalhadores”.
O sindicato afirma ainda que “caso se mantenha a intransigência da empresa, os trabalhadores estão determinados em intensificar a luta já no início de setembro”.









