A Câmara Municipal de Torres Vedras e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) informaram esta quarta-feira que foi detetado um foco de gripe das aves, subtipo H5N1, numa exploração avícola de galinhas reprodutoras situada na freguesia de Ramalhal, no concelho de Torres Vedras.
“Foi detetado um foco de gripe aviária, do subtipo H5N1, numa exploração avícola de galinhas reprodutoras situada na freguesia de Ramalhal”, refere a autarquia num comunicado enviado à RTVON.
A Câmara de Torres Vedras acrescentou que o “risco de transposição do vírus para os humanos é baixo, mas pode acontecer quando há exposição continuada e associada à manipulação de elevado número de animais doentes ou dos resíduos produzidos pela sua acomodação”.
“A principal preocupação decorrente deste foco é a transmissão da doença entre as aves e a sua elevada mortalidade, sobretudo para as aves de capoeira. Por esse motivo, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária determinou que as aves de capoeira e aves em cativeiro — incluindo detenções caseiras — deverão permanecer confinadas aos respetivos alojamentos, de modo a impedir o seu contacto com aves selvagens”, acrescenta.
Foi ainda estabelecida “uma zona de proteção e uma zona de vigilância, com medidas direcionadas aos estabelecimentos aí localizados, publicadas em edital”.
A Câmara alerta que “se identificar a ocorrência de mortes súbitas em detenções caseiras de aves, contacte de imediato o Serviço Municipal de Proteção Civil (através do e-mail prociv@cm-tvedras.pt ou do número 261 320 764) ou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária”.
O foco, detetado na segunda-feira, obrigou à implementação de medidas de controlo previstas na legislação em vigor que, segundo a DGAV, passaram pela inspeção aos locais onde a doença foi detetada, eliminação dos animais afetados, limpeza e desinfeção, assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves nas zonas de restrição num raio de até 10 quilómetros em redor do foco detetado.
Na quinta-feira, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) portuguesa determinou o confinamento de aves domésticas em 95 zonas de 14 distritos identificadas como de alto risco para a gripe aviária, incluindo em diversas freguesias de 7 concelhos da Região Oeste.
Em causa estão Alcobaça (Alfeizerão, São Martinho do Porto e União das freguesias de Pataias e Martingança), Caldas da Rainha (Nadadouro, Salir de Matos, União das freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, União das freguesias de Caldas da Rainha – Santo Onofre e Serra do Bouro e União das freguesias de Tornada e Salir do Porto), Lourinhã (Ribamar, Lourinhã e Atalaia), Nazaré (Famalicão e Nazaré), Óbidos (Amoreira, Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa e Vau), Peniche (Atouguia da Baleia, Ferrel e Peniche) e Torres Vedras (Ramalhal, São Pedro da Cadeira, Silveira, A dos Cunhados e Maceira).
“As aves de capoeira e aves em cativeiro detidas em estabelecimentos, incluindo detenções caseiras, localizadas nas freguesias incluídas na lista das zonas de alto risco para a gripe aviária deverão ser confinadas aos respetivos alojamentos de modo a impedir o seu contacto com aves selvagens”, indicou a DGAV, num edital.
O risco de disseminação da gripe das aves é, neste momento, elevado, avisou a DGAV.
O número total de focos detetados este ano em Portugal ultrapassou os 30.
Já nas zonas de proteção e vigilância é proibida a circulação de aves, o repovoamento de aves de espécies cinegéticas, feiras, mercados e exposições, a circulação de carne fresca e de ovos para incubação e para consumo humano, bem como a circulação de subprodutos animais.











