O Parque Tecnológico de Óbidos (PTO) pretende afirmar-se como ‘hub’ de saúde e tecnologia e apostar na fixação de novas empresas e criação de emprego qualificado, segundo a estratégia traçada até 2030.
O PTO, que comemora 10 anos sobre a inauguração dos seus edifícios centrais, assinalou a data com a apresentação da visão estratégica 2026-2030, a que a agência Lusa teve hoje acesso, centrada “numa especialização temática organizada em três grandes blocos”.
Segundo o diretor executivo, Nuno Gaio, os três blocos o “digital, ‘gamimg’ e indústrias criativas”, “a saúde digital e biotecnologia aplicada” e o “‘agro tech’ e ‘food tech’ ligados à economia circular e alimentação sustentável”.
De acordo com o responsável pelo parque, que reúne mais de 40 empresas, “é a combinação destas áreas que o diferencia” como uma infraestrutura económica “ao serviço do território, da sua base empresarial e das pessoas que aqui vivem e trabalham”.
Para Nuno Gaio, o futuro do parque tecnológico passa “pelo reforço do seu papel enquanto ecossistema de inovação”, destacando o objetivo de ali desenvolver “um ‘hub’ de saúde e tecnologia capaz de responder a desafios globais – como a escassez de profissionais de saúde – através da inovação tecnológica, da investigação aplicada e da colaboração com a academia”.
A esta “aposta clara”, a direção executiva junta prioridades como a “atração de empresas-âncora” nas três áreas de especialização consideradas estratégicas, bem como “a retenção e o crescimento das empresas residentes, a internacionalização, o talento e a ligação ao ensino, à saúde e ao agroalimentar”, outros dos objetivos preconizados até 2030.
A aposta da direção passa ainda pela internacionalização, através da atração de grandes eventos globais, sobretudo na área da tecnologia.
“Transformar o parque numa porta de entrada e fixação de talento nacional e internacional, com programas de estágios, residências, ‘sof-landing’ (transição suave) para profissionais estrangeiros e capacitação e reconversão de pessoas da região para as competências digitais”, é outra das metas definidas na estratégia 2026-2030.
A lista das prioridades avançadas pela direção executiva passa ainda por “garantir a sustentabilidade financeira do PTO”, objetivo que Nuno Gaio pretende prosseguir através de um modelo que combina rendas, serviços de inovação, projetos de economia circular e prestação de serviços especializados a entidades públicas e privadas.
“Tudo isto é feito num quadro muito claro de responsabilidade institucional”, apontou Nuno Gaio, acrescentando que a visão traçada para o PTO passa pelo alinhamento estratégico com o município de Óbidos, com a Comunidade Intermunicipal do Oeste e com as estratégias nacionais e europeias em inovação, transição digital, saúde e economia circular.
O PTO foi criado em 2008 e em 2009 instalou-se a primeira empresa: a Janela Digital. Nesse mesmo ano, o parque criou o ABC – Apoio de Base à Criatividade, no antigo convento de São Miguel das Gaeiras, onde foram incubados projetos criativos e tecnológicos, alguns do quais foram, em 2015, ocupar os edifícios centrais.














