O ministro das Infraestruturas visitou hoje “alguns dos locais mais fustigados” pela passagem da depressão Kristin no concelho da Nazaré e transmitiu “garantias de agilidade nos processos” para “uma rápida reconstrução”, revelou o município.
Em comunicado, a Câmara da Nazaré adianta que o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, e o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, recolheram localmente “informação dos prejuízos”, após a declaração da situação de calamidade para 60 municípios afetados pela depressão Kristin da madrugada de quarta-feira.
A declaração de situação de calamidade, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros, permitirá um conjunto de benefícios, “sobretudo ao nível das necessidades de investimento público na recuperação dos danos causados em infraestruturas de uso coletivo”, refere a Câmara.
Ainda segundo o município, Miguel Pinto Luz e Pedro Machado visitaram “alguns dos locais mais fustigados”, tendo transmitido “garantias de agilidade nos processos com vista a uma rápida reconstrução dos equipamentos e edifícios afetados”.
Durante a visita, presidente da autarquia, Serafim António (PSD), referiu a existência de “problemas profundos no parque escolar, que estão a ser minimizados para que se coloquem as escolas em funcionamento durante a próxima semana”.
O município já informou que todas as escolas estarão fechadas até terça-feira.
Serafim António reportou também “muitos danos ao nível das infraestruturas municipais, bem como danos nos molhes do Porto da Nazaré, e o agravamento de deslizamentos de terra no Promontório após a passagem da tempestade”.
Miguel Pinto Luz e Pedro Machado passaram igualmente por uma das unidades hoteleiras da Pederneira (Nazaré), cujos prejuízos causados pela depressão Kristin “deverão ascender a cerca de um milhão de euros”.
De acordo com a Câmara da Nazaré, Pedro Machado “deixou uma palavra de alento” e disse que a Secretaria de Estado estará “imediatamente atrás dos mecanismos individuais dos empresários, como os seguros”.
Pedro Machado recordou também que foi criada, em 2025, quando exercia funções como presidente do Turismo de Portugal, uma linha de financiamento a fundo perdido.
“Estamos a avaliar o que podemos fazer e pedimos que os levantamentos dos prejuízos sejam reportados e, em função disso, cá estaremos”, acrescentou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, entre os quais a Nazaré, onde persistem ainda localidades sem acesso a alguns serviços básicos.










