A Câmara da Nazaré vai isentar as taxas para obras em jazigos e sepulturas danificados nos cemitérios municipais, na sequência da passagem da depressão Kristin na semana passada, que afetou o concelho.
“Esta decisão foi tomada em articulação com as juntas de freguesia, garantindo uma resposta coordenada e sensível a uma matéria de particular importância para as famílias”, informou hoje a autarquia, nas redes sociais do município.
Paralelamente, a Câmara Municipal irá também isentar as taxas de ocupação de via pública associadas às obras de reparação de habitações que sofreram danos provocados pela intempérie.
Com estas medidas, o município “pretende aliviar os encargos das famílias afetadas e contribuir para uma recuperação mais rápida e digna, sempre em estreita colaboração com as freguesias”, lê-se na mensagem.
Em paralelo, a Câmara está a avaliar a implementação de medidas de apoio ao comércio, que deverão ser divulgadas em breve.
A Câmara da Nazaré divulgou ainda que as escolas vão reabrir na quarta-feira, “após a realização dos trabalhos necessários para garantir as condições de segurança para a comunidade educativa”.
O município alertou também informações falsas que estão a circular sobre “alegadas equipas no terreno a recolher dados pessoais junto da população”, esclarecendo que “não existe qualquer instituição, organismo do Governo ou entidade oficial a realizar recolhas de informação porta a porta, nem a solicitar documentos de identificação, fotografias, impressões digitais ou qualquer outro dado pessoal”.
A população, salienta a autarquia, deve “apenas prestar informações ou colocar questões diretamente junto dos técnicos do município da Nazaré ou da Proteção Civil, através dos canais oficiais e devidamente identificados” e alertar as autoridades caso sejam abordadas pelas alegadas equipas.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.










