O vereador da Proteção Civil na Câmara de Torres Vedras disse hoje que o concelho vive um cenário semelhante ao de um terramoto, devido a sucessivos aluimentos de terras que colocam em risco pessoas e a circulação rodoviária.
“Há um risco grave para pessoas e para a circulação rodoviária, porque estamos em cima de terras muito instáveis, que, com a quantidade de água, estão a ter deslizamentos”, afirmou Diogo Guia à agência Lusa.
A Proteção Civil reiterou o apelo para a população permanecer em casa e optar pelo teletrabalho. O plano municipal de emergência está ativado até dia 8.
Nas últimas 24 horas, 14 pessoas foram retiradas das suas casas sobretudo nas localidades do Carvalhal, Gibraltar e Ponte do Rol, por risco de deslizamento de terras ou de inundações.
“Há problemas gravíssimos nas infraestruturas rodoviárias”, com cortes de estradas provocados por derrocadas, como as que se verificaram na estrada de acesso de Torres Vedras à localidade de Serra da Vila e na cidade de Torres Vedras no nó de acesso à autoestrada A8 junto ao centro comercial e na Rua Bernardino Machado, onde “há risco de colapso total da estrada e foi proibida a circulação a pesados”.
Também o talude onde está erguido o Castelo de Torres Vedras dá sinais de derrocada, ao pressionar um muro de suporte e levantar a calçada de uma estrada do centro histórico.
O concelho enfrenta também inundações do Rio Sizandro, com o caudal e a área inundada a subir, o que levou a Proteção Civil a enviar dois camiões de areia para a localidade da Ponte do Rol, onde a água do rio entrou em diversas habitações.
A água chegou a algumas zonas da cidade junto ao rio sem causar danos, depois da Proteção Civil ter encerrado na quarta-feira algumas ruas e pediu aos moradores próximos do rio para retirar viaturas de caves.
Mas as inundações são sobretudo “a josante da cidade”, afetando várias localidades das freguesias da Ponte do Rol e São Mamede da Ventosa.
Entre várias vias rodoviárias cortadas, destacam-se as estradas nacionais 9, entre Torres Vedras e Casalinhos de Alfaiata, por inundação, e 248 na zona de Runa e Dois Portos e a 247 na Escaravilheira por aluimento de terras.
No concelho, as escolas encontram-se encerradas e com todas as atividades suspensas.












