Luís Represas morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada, anunciou a agência que o representava.
O cantor preparava-se para celebrar 50 anos de carreira e tinha dois concertos agendados nos coliseus de Lisboa e do Porto.
O artista fundou os Trovante, em 1976, grupo que integrou com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa, alcançando êxitos como “Perdidamente”, “Saudade” e “125 Azul”.
Em 1992, com a separação do grupo, o cantor prosseguiu a carreira a solo, tendo como sucessos “Feiticeira”, “Da Próxima Vez”, “Ao Canto da Noite” e “Timor”.
Ao longo da sua carreira, Luís Represas colaborou com diversos artistas, entre os quais Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown.
Em 2000, na sequência da luta pela causa timorense, foi convidado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste, tendo sido, mais tarde, condecorado com a Medalha da “Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak. Em 2005, recebeu a Ordem de Mérito – grau de Comendador, atribuída pelo Estado Português.
Em 2019, a direção da Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu Luís Represas com o Prémio Pedro Osório pelo disco “Boa Hora”.
Além da agenda de espetáculos, o cantor apresentava o programa de televisão “Língua Mãe”.
O velório do músico está marcado para quinta-feira, na Basílica da Estrela, em Lisboa, e será público entre as 16h00 e as 22h30. O funeral realiza-se na sexta-feira, após uma cerimónia religiosa às 15h00, naquela basílica, e será reservado à família.













