Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Torres Vedras vão investir, até ao fim do verão, 2,1 milhões de euros na melhoria da recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU), disse o presidente da câmara, em reunião pública.
“Vai ser feito um investimento na melhoria da recolha dos RSU para dar resposta à população e para depois se avançar com uma campanha de sensibilização e sermos implacáveis a aplicar coimas a quem prevarica”, afirmou Sérgio Galvão na reunião pública do executivo municipal.
O autarca reconheceu que “há problemas na recolha de RSU” decorrentes do aumento populacional no concelho, que passou de 84 para 95 mil habitantes nos últimos quatro anos, e que os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento “não estão a prestar um bom serviço à população”.
Já em fevereiro, o município de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, transferiu verbas para os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) com o intuito de reforçar o serviço de recolha de RSU.
Enquanto vereador da oposição, no mandato autárquico anterior, Sérgio Galvão chegou a alertar o executivo PS para as falhas na recolha de RSU, com contentores com resíduos amontoados e a transbordar sobretudo no período do verão.
O presidente da câmara adiantou que estão a ser adquiridos 390 mil contentores (correspondendo a um investimento de 62 mil euros) e uma nova viatura de recolha de ‘monstros domésticos’ (71 mil euros) e contratados seis cantoneiros de limpeza e três condutores de veículos pesados para reforço do serviço a partir de agosto.
Até ao final do ano, vão ser compradas três viaturas de recolha de RSU (790 mil euros) e 83 contentores semienterrados (331 mil euros).
Foram também contratados a uma empresa privada dois circuitos de recolha de RSU durante o verão e os SMAS estão à espera de outros três circuitos durante um ano, com um custo de 544 mil euros.
O autarca reconheceu ainda que há também problemas de limpeza urbana e de espaços verdes, assegurados pelas juntas de freguesia, no âmbito da delegação de competências da câmara.
Tendo em conta que os problemas são sobretudo na cidade, município e freguesia estão em negociações para que a limpeza urbana da cidade volte a ser assegurada pela câmara e na periferia se mantenha na junta.
Nas eleições autárquicas de outubro de 2025, Torres Vedras foi uma das sete câmaras municipais no país a mudar pela primeira vez de cor política, passando do PS para a coligação “Unidos por Torres Vedras” (PSD/CDS-PP/Volt), que ganhou com maioria absoluta na câmara – agora liderada por Sérgio Galvão – e na assembleia municipal.










