O antigo guarda-redes internacional português António Chambel, bicampeão mundial de hóquei em patins, recordou a carreira desportiva e a ligação à terra onde nasceu, numa entrevista à União das Freguesias de Gavião e Atalaia (UFGA).
A entrevista, divulgada pela UFGA, decorreu na sede do Clube Atlético e Recreativo da Atalaia (CARA), onde está exposta uma camisola da seleção nacional utilizada por António Chambel no Mundial de 1993, disputado em Itália, competição em que Portugal conquistou o segundo título mundial.
Natural da Atalaia, no concelho de Gavião, António Chambel nasceu a 17 de janeiro de 1964 e passou parte da infância e juventude na localidade.
A família fixou-se depois em Torres Vedras, cidade onde António Chambel desenvolveu grande parte da sua vida e iniciou a ligação ao hóquei em patins.
Foi na Física de Torres Vedras que começou a praticar hóquei em patins, depois de se interessar pela modalidade através dos jogos no ringue do liceu. Os primeiros patins chegaram através de um amigo que os trouxe da Suíça.
Aos 16 anos começou a treinar com Cipriano Santos e, em 1981, ainda juvenil, integrou a equipa sénior da Física, na II Divisão.
Questionado sobre a razão que o levou a escolher a posição de guarda-redes, António Chambel respondeu: “Não sei explicar”.
O percurso desportivo levou-o depois ao Alenquer, Benfica, Turquel e Sporting. O Benfica e o Sporting demonstraram interesse pelo jogador, mas António Chambel optou inicialmente pelo Alenquer.
“Era mais perto”, explicou.
A passagem pelo Benfica surgiu posteriormente, pela mão de Torcato Ferreira. António Chambel chegou ao clube como terceiro guarda-redes, mas acabou por conquistar a titularidade.
Depois de deixar o Benfica, representou o Turquel na época 1988/89 e chegou ao Sporting, clube pelo qual tinha uma ligação especial.
“Era um sonho que tinha”, recordou.
Ao serviço da seleção portuguesa, António Chambel conquistou os Campeonatos do Mundo de 1991 e 1993.
Entre os dois títulos mundiais, participou nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, onde Portugal terminou no quarto lugar.
“Não correu bem mas nunca mais irei esquecer a entrada no estádio olímpico, na cerimónia inaugural”, recordou.
A ligação de António Chambel ao hóquei em patins continuou através do filho, Pedro Chambel, que seguiu as pisadas do pai como guarda-redes. Depois de representar a Física de Torres Vedras, prosseguiu a carreira em França, onde chegou à seleção francesa e conquistou duas medalhas de bronze em Campeonatos do Mundo.
Atualmente residente em Torres Vedras e ligado ao setor dos seguros, António Chambel mantém a ligação a ligação à Atalaia, onde regressa regularmente.
“Esta é a minha terra, as minhas origens, e sempre que posso aqui volto”, afirmou na entrevista à UFGA.













