O Aqueduto da Usseira, no concelho de Óbidos, foi eleito uma das “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, na Grande Final Nacional realizada no sábado no Palácio Nacional de Sintra.
Na categoria de Grandes Obras, o Aqueduto da Usseira reuniu mais votos do que os outros dois finalistas, o Aqueduto da Amoreira, em Elvas, e o Aqueduto de Vila do Conde.
Na votação foram ainda escolhidos o Castelo de Leiria, na categoria de Castelos, a Sé de Lisboa, na categoria de Religião, e as ruínas romanas de São Cucufate, em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, na categoria de História.
Os restantes vencedores foram os Mercados de Olhão, em Arquitetura Moderna, a Tiago Cabaço Winery, adega e produtora de vinhos em Estremoz, na categoria de Arquitetura Contemporânea, e o Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco, na categoria de Turismo.
As sete novas maravilhas foram escolhidas pelo público entre 21 finalistas, distribuídos por sete categorias: Castelos, Grandes Obras, História, Religião, Arquitetura do Século XX, Arquitetura do Século XXI e Turismo.
A edição deste ano teve como tema o património construído histórico e contemporâneo e marcou o regresso da iniciativa quase duas décadas depois da primeira edição, realizada a 7 de julho de 2007.
O Município de Óbidos assinalou a distinção do Aqueduto da Usseira através das redes sociais, classificando o resultado como “uma vitória de todos”.
“Conseguimos. Óbidos conseguiu!”, escreveu a autarquia, que considera o reconhecimento “um dia de enorme orgulho para todos os obidenses”.
O município deixou ainda um agradecimento a todos os que contribuíram para a campanha de promoção da candidatura, nomeadamente “todos os que votaram”, “todos os que divulgaram e mobilizaram” e “todos os que acreditaram”.
“Esta distinção é muito mais do que um título. É o reconhecimento nacional de um património extraordinário, de séculos de história e de uma identidade que temos o dever de preservar e transmitir às próximas gerações”, afirmou a autarquia.
A distinção foi também aproveitada pelo município para destacar a futura intervenção no monumento. Segundo a autarquia, “será lançada em breve a primeira fase da requalificação do Aqueduto da Usseira”, uma intervenção considerada “fundamental” para “proteger, dignificar e valorizar um dos mais importantes símbolos” do património de Óbidos.
A construção do Aqueduto da Usseira começou em 1573 e foi financiada pela Rainha D. Catarina de Áustria, que recebeu da Câmara de Óbidos os terrenos da Várzea como contrapartida.
O aqueduto destinava-se a abastecer dois chafarizes, o da Mãe de Água, junto à Porta da Vila, entretanto destruído no século XX, e o da Praça de Santa Maria, além de vários bebedouros.
Com troços visíveis e subterrâneos, a estrutura prolonga-se por cerca de 3,6 quilómetros.












