O projeto social Imagine, de empreendedorismo para jovens em risco de exclusão social, vai expandir-se, prevendo-se um total de 65 programas nos próximos dois anos e meio, que podem chegar aos mil jovens impactados.
Em comunicado divulgado, a DiVERGE, promotora do projeto, dá conta que foram aprovadas mais três candidaturas do Imagine pelo Portugal Inovação Social, o que permitirá fazer 65 programas, envolvendo 650 jovens.
Segundo a empresa portuguesa de calçado, o projeto “tem como último objetivo dotar os jovens de competências para a empregabilidade e igualdade de oportunidades”.
Além de capacitar jovens de bairros vulneráveis, o projeto, de criação de ‘sneakers’ (sapatilhas), permite que os jovens criem e lancem os seus próprios ténis como se “fosse um pequeno negócio que os próprios irão gerir, desde a criação à sua promoção”, recebendo 20 euros por cada par vendido.
O projeto Imagine, que teve início há cinco anos no Bairro do Zambujal, no concelho da Amadora, já impactou mais de 100 jovens em situação de vulnerabilidade, em bairros como o Zambujal, Lóios (Chelas/Marvila), Galiza, Adroana, Chamusca e Torre, em Cascais, mas também em localidades como Sines (com o apoio da Fundação Galp), Felgueiras ou Abrantes.
Com a expansão do Imagine na região de Lisboa, serão feitos 26 programas com a Câmara de Cascais e a SONAE como investidores sociais, na região centro as Câmaras da Lourinhã, Abrantes, Castelo Branco e Fundão e a SONAE serão os investidores sociais para fazer 22 programas e, na região Norte, as câmaras de Braga e Guimarães, a Brisa e o Super Bock Group serão os investidores sociais para fazer 17 programas (cinco dos quais na cidade do Porto).
Os programas consistem numa formação de entre 30 a 40 horas de sessões de capacitação que abordam conceitos básicos “de autoconhecimento, mentalidade de crescimento, como estabelecer objetivos, comunicação verbal e não verbal, gestão de tempo, marketing estratégico, publicidade, vendas, design, fotografia ou gestão financeira”
Depois, os participantes colocam em prática os seus conhecimentos, desenhando os seus ‘sneakers’, participando na campanha de lançamento da coleção, acompanhando os resultados e procurando maximizar as vendas.
O projeto “valoriza e capacita os participantes, tornando-os protagonistas de cada lançamento e parte dos lucros brutos das vendas das suas criações – 20 euros – revertem a seu favor, sendo que a DiVERGE compromete-se a redirecionar 10% dos seus lucros para o crescimento do programa”.
Segundo João Esteves, CEO e fundador da DiVERGE SNEAKERS, o Imagine dota os jovens em risco de exclusão social e pobreza “de ferramentas que lhes permitem adquirir competências fundamentais para a empregabilidade, ao mesmo tempo que potencia a sua autoconfiança e autoestima”.
O responsável considera que o projeto, além de ter impacto social, “gera também impacto económico de um micro negócio que tem vindo a ganhar muita escala junto dos nossos clientes”.
Segundo a empresa, o programa já vai a meio no Fundão e em Abrantes e começou um programa recentemente, também, na Damaia.
Até ao final do mês terminará o programa em São Domingos de Rana e estão previstos para maio ou início de junho mais programas em Cascais e os programas em Guimarães, Braga, Porto, Lourinhã e Castelo Branco.
Todos os produtos são fabricados à mão em Portugal e apenas são produzidos por encomenda e à medida do cliente, diminuindo o risco de devoluções e reduzindo dessa forma o desperdício, promovendo a sustentabilidade ambiental.














