A estrutura concelhia do CDS-PP reagiu à destituição da Mesa da Assembleia Municipal da Lourinhã, aprovada na quinta-feira.
Num comunicado enviado à RTVON, o CDS-PP considera que a destituição visou “unicamente que a dignidade que este órgão merece, fosse reposta, através de um acto democrático que é a votação secreta”.
O delegado concelhio do partido, Fernando Nascimento, afirmou que a última sessão ordinária daquele órgão autárquico “foi bastante claro e transparente”, acrescentando que o partido “sem rodeios, apresentou as suas razões para votar a favor da destituição da mesa, presidida por Brian Silva [PS]”.
O CDS-PP expressou ainda admiração face ao comunicado emitido pelo Partido Socialista, no qual é referido que três membros da bancada do PS terão votado a favor da proposta apresentada pelos deputados José Soeiro e Fernanda Marques Lopes (independentes), numa votação que foi feita por voto secreto.
“Não há golpes nem cabalas organizadas e a prova é que o resultado foi uma surpresa para todos, mais isso deve-se à forma como este órgão foi gerido e que ficou bastante patente nas intervenções das diferentes bancadas”, sublinhou o partido.
A estrutura concelhia reiterou ainda que “quem semeia ventos colhe tempestades”, e destacou que a democracia “é pensar diferente, agir diferente, é fiscalizar, é propor outras e novas opções, a verdade não pertence a ninguém, é livre! Aceitar os resultados e a alternância é que é um verdadeiro ato democrático”.
Com dois eleitos na Assembleia Municipal da Lourinhã, o CDS-PP afirmou no comunicado que “a sensação que tivemos no final desta longa noite, é que a democracia voltou a funcionar no concelho e a população voltou a acreditar e a ter esperança que é possível mudar a forma e o conteúdo de gerir politicamente o concelho da Lourinhã”. O partido concluiu agradecendo o apoio demonstrado pela população antes e após a divulgação pública do resultado da votação.













