O Tribunal de Loures agendou para hoje a leitura do acórdão com a decisão do julgamento do homem acusado de ter entrado armado na Câmara de Torres Vedras e agredido quatro funcionários em outubro de 2024.
O arguido está acusado dos crimes de introdução em lugar vedado ao público, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, injúria agravada, dano, furto e detenção de arma proibida.
Nas alegações finais do julgamento, defesa e acusação pediram que o homem seja considerado inimputável por padecer de doença mental e que, a serem provados os crimes, seja condenado a tratamento psiquiátrico.
O homem aguarda julgamento em regime de internamento preventivo, medida cautelar de privação de liberdade, por padecer de doença do foro psiquiátrico.
A 28 de outubro de 2024, desagradado por o filho ter sido despedido do município, no distrito de Lisboa, o arguido deslocou-se à Câmara de Torres Vedras com um objeto cortante e dirigiu-se ao interior dos serviços “sem autorização”, refere o Ministério Público na acusação.
Dentro das instalações municipais, “abordou a chefe de divisão do Património, que injuriou, ameaçou e agrediu”, assim como outros três funcionários que vieram em auxílio da colega, e danificou uma porta, tendo abandonado o local.



No mesmo dia, num supermercado de Peniche, “depois de dirigir umas palavras a um cidadão, foi ao seu veículo buscar o objeto cortante, desferiu um golpe que danificou o casaco do mesmo cidadão, subtraindo-lhe um baralho de cartas e um maço de tabaco”.
O homem veio a ser detido pela PSP em 5 de novembro de 2024, após mandado de busca fora de flagrante delito emitido pelo Ministério Público.












