A Câmara Municipal de Alenquer aprovou o projeto de ampliação e reabilitação das escolas EB 2,3 Pêro de Alenquer e Secundária Damião de Góis, um investimento de 30 milhões de euros.
“Assumimos a Educação como um dos pilares estratégicos do desenvolvimento do concelho e este projeto foi, de facto, a minha primeira urgência, no dia seguinte à tomada de posse”, afirmou o presidente da câmara, João Nicolau, citado em nota de imprensa da autarquia.
O autarca justificou o investimento com a “necessidade de dar resposta ao crescimento do número de alunos que o concelho regista todos os anos e porque investir na educação é investir na qualidade de vida das famílias”.
O projeto começou a ser desenvolvido no início do atual mandato e prevê a construção de novos edifícios para aumentar o número de salas de aula e um novo refeitório, bem como a requalificação dos equipamentos desportivos e diversas melhorias ao nível do conforto térmico, acústica, eficiência energética, acessibilidades e a modernização das condições de ensino, com novos espaços pedagógicos, biblioteca, auditório, salas para especialidades, áreas de apoio e inclusão para alunos com necessidades educativas especiais e serviços de saúde.
O projeto foi aprovado com os votos a favor do PS e as abstenções dos vereadores do PSD, Chega e independente, na reunião pública do executivo municipal.
PSD e vereador independente justificaram o voto não por discordarem do projeto, mas por a câmara ter saltado a fase de estudo prévio.
O município do distrito de Lisboa vai submeter agora o projeto a candidatura ao Programa Escolas para obter financiamento para a empreitada estimada em 30 milhões de euros.
Se não for obtido financiamento para a totalidade do investimento, o município admite fasear o projeto, por ser “a maior obra de administração da câmara” em termos financeiros.
Francisco Guerra (PSD) questionou o presidente da câmara, João Nicolau, se, com este projeto, o PS desistiu da promessa eleitoral de construir uma nova escola entre Alenquer e Carregado.
João Nicolau respondeu que a construção de uma nova escola continua a ser equacionada, dado o crescimento populacional do concelho, mas quer executar um projeto “de cada vez”.













