A CDU manifestou hoje “profunda preocupação e indignação” face às declarações do líder do PSD, Luís Montenegro no comício de segunda-feira à noite nas Caldas da Rainha, que afirmou que o processo do Hospital do Oeste foi suspenso pelo Governo para uma “avaliação aprofundada” sobre a localização.
Em comunicado enviado à RTVON, a coligação PCP/PEV refere que “esta decisão representa um grave retrocesso nas respostas públicas de saúde à população da região, e constitui uma afronta às legítimas aspirações das comunidades e dos profissionais de saúde do Oeste”.
O partido sublinha que “a construção do Hospital do Oeste é uma exigência antiga e uma necessidade incontornável” e que tem sido “uma das forças mais empenhadas na defesa deste investimento essencial, que permitiria garantir cuidados de saúde de proximidade, qualidade e dignidade às populações dos concelhos do Oeste”.
A CDU acrescenta que “as declarações agora proferidas pelo Primeiro-Ministro confirmam aquilo que a CDU tem vindo a denunciar: a falta de vontade política dos sucessivos governos do PS e AD em concretizar este projeto fundamental” e considera que a decisão “contraria os compromissos assumidos localmente e vai também ao encontro da incoerência do PSD, que nas autarquias do Oeste tem vindo a prometer o que, na prática, os seus governos nacionais nunca concretizam”.
“A CDU reafirma que o acesso à saúde pública e de qualidade é um direito constitucional e não uma promessa eleitoral descartável. Continuaremos, lado a lado com as populações e os profissionais, a exigir: a concretização imediata do projeto do novo Hospital do Oeste; o reforço dos meios humanos e técnicos nos atuais hospitais da região; e uma política de investimento público que coloque as necessidades das populações acima dos interesses económicos e partidários”, acrescenta.
A coligação PCP/PEV apela ainda à mobilização de autarcas, trabalhadores e utentes da região para que “esta luta continue, até que o Governo assuma as suas responsabilidades e dê resposta a uma das maiores carências estruturais do Oeste”.
“O Oeste não pode esperar mais. O Hospital é uma urgência!”, conclui.












