A CDU de Sobral de Monte Agraço desmarcou-se hoje do acordo efetuado entre um vereador eleito por esta força política e a coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT, que venceu as últimas eleições autárquicas.
Em causa está um acordo de entendimento entre a coligação vencedora – “Sobral Pode Mais”, que integra o PSD/CDS-PP/PPM/MPT – e o vereador Diogo Gregório, independente eleito pela CDU.
O acordo, “para garantir a estabilidade na autarquia”, foi anunciado pela coligação “Sobral Pode Mais”, em 05 de novembro, num comunicado em que o executivo liderado Raquel Soares Lourenço divulgou ter atribuído a Diogo Gregório funções de vereador a meio tempo, com competências delegadas nas áreas de Associativismo e Desporto.
Num esclarecimento divulgado hoje, a CDU dissocia-se deste acordo, que diz ser “uma opção pessoal do eleito Diogo Gregório”, decidida “sem uma ponderação coletiva”.
A CDU “elegeu dois vereadores com base num programa que apresentou à população, nas eleições autárquicas de 12 de outubro”, lembra a coligação no texto em que critica a decisão do vereador que “aceitou garantir a aprovação das principais propostas da coligação PSD-CDS, incluindo medidas ainda não tornadas públicas, dando na prática um cheque em branco que contempla os orçamentos municipais e a prestação de contas”.
O vereador “alterou o equilíbrio saído das eleições, desvirtuando a expressão dos resultados”, considera a CDU no comunicado em que acusa Diogo Gregório de “não respeitar o compromisso e o programa que levou à sua eleição”.
Em discordância com a decisão do vereador a meio tempo, a CDU garantiu que manterá a sua intervenção “de acordo com o programa sufragado, fiscalizando a ação do executivo, apresentando propostas construtivas e colaborando em todas as matérias que sirvam o interesse público e o desenvolvimento do concelho”.
A Câmara de Sobral de Monte Agraço, que era governada pela CDU desde 1979, é agora liderada pela coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT, que nas eleições de 12 de outubro obteve 40,88% dos votos e garantiu dois mandatos.
A CDU conquistou 30,17% dos votos e ficou também com dois eleitos, enquanto o PS foi a terceira força política, com 16,35% dos votos, elegendo um vereador.












