A visita da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, ao Hospital das Caldas da Rainha, no âmbito de uma deslocação à Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste, é criticada pelos autarcas socialistas de Torres Vedras, que lamentam a ausência da governante no hospital do concelho.
Num comunicado enviado à RTVON, o Partido Socialista (PS) de Torres Vedras afirma que “a ausência de uma visita a Torres Vedras não é um detalhe menor. Representa um sinal que causa legítima estranheza e inquietação junto dos profissionais de saúde, dos utentes e da população do concelho, que diariamente dependem do Hospital de Torres Vedras para o acesso a cuidados de saúde essenciais”.
Segundo os autarcas socialistas, Torres Vedras “merece igualdade de tratamento, responsabilidade política e um compromisso claro com o interesse público”.
Numa altura em que ainda não foi tomada uma decisão do Governo sobre a construção do novo hospital do Oeste e num momento considerado “decisivo” pelos eleitos do PS local, “a igualdade de tratamento entre territórios deve ser não apenas garantida, mas claramente demonstrada”.
“Sem antecipar conclusões, é impossível ignorar que este tipo de opção institucional levanta dúvidas e interrogações quanto ao processo de decisão em curso, o qual se exige que seja rigoroso, transparente e exclusivamente orientado pelo interesse público e pela coesão territorial do Oeste”, referem.
O PS de Torres Vedras sublinha igualmente que a decisão quanto à construção e à localização do novo Hospital do Oeste continua, até ao momento, por esclarecer. “Esta indefinição, de enorme relevância estratégica para toda a região Oeste, exige ponderação, transparência e um sentido de responsabilidade acrescido por parte de todos os decisores institucionais, sobretudo num contexto em que determinados sinais públicos podem ser interpretados como indicativos de opções futuras”, lê-se na nota enviada.
No mesmo comunicado, os socialistas apontam “também merece reflexão a inexistência de uma posição pública clara por parte da Câmara Municipal de Torres Vedras relativamente a esta situação” e defendem que “a defesa dos interesses do concelho, particularmente numa matéria tão sensível como a saúde, exige uma atuação vigilante, firme e inequívoca por parte dos responsáveis autárquicos, independentemente de agendas ou circunstâncias paralelas”.
O partido reafirma que “a saúde é um direito fundamental” e que o futuro Hospital do Oeste deve resultar de um processo “justo, equilibrado e tecnicamente fundamentado, livre de pressões e de leituras político-partidárias”. Exige ainda ao Governo “respeito institucional pelo Hospital de Torres Vedras, pelos seus profissionais e pelos seus utentes, bem como transparência nas decisões que irão marcar o futuro da região”.











