O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Sérgio Galvão, defendeu que o Governo deve decidir rapidamente a localização do futuro Hospital do Oeste, considerando que a continuidade da discussão entre municípios pode atrasar a concretização do projeto.
Questionado pela RTVON sobre as declarações de Fernando Costa que considerou “um erro gravíssimo” existir apenas um hospital para todo o Oeste, Sérgio Galvão recordou que a discussão sobre a existência de uma ou duas unidades hospitalares na região é antiga.
“Eu já tive essa discussão há mais de 20 anos, que eram dois hospitais, um ficava (…) perto do Catefica, na zona de Torres Vedras, e um nas Caldas da Rainha”, afirmou.
“Há muitos anos que já foi decidido que era apenas um hospital no Oeste, portanto agora, se nós vamos continuar a alimentar toda esta discussão, ninguém fica bem na fotografia e nunca mais temos hospital”, acrescentou.
O autarca recordou que os 12 municípios do Oeste apresentaram ao Governo um estudo sobre a localização da futura unidade hospitalar, no qual foram identificadas como opções o nó de Bombarral Sul da A8 e o nó de Campelos da A8, no concelho de Torres Vedras.
“O estudo está entregue, o Governo vai ter que decidir, e espero que decida rapidamente, porque enquanto o Governo não decide, andamos todos aqui a discutir e a mandar a bola uns aos outros, e isso não pode acontecer”, afirmou.
Para o presidente da Câmara de Torres Vedras, a prioridade deverá passar pela construção de “um hospital central no Oeste, nível 2”, com capacidade para assegurar as valências necessárias à população da região.
“Nós precisamos de um hospital e precisamos de melhorar. Enquanto ele não aparece, precisamos melhorar o nosso, assim como as Caldas, precisa melhorar o deles”, acrescentou.
“O grande objetivo, na minha opinião, é o Governo definir e decidir de uma vez por todas a localização do hospital, e depois melhorarmos um pouco os nossos dois hospitais para que possamos dar condições (…) de saúde a todos os utentes e a toda a gente do Oeste”.
Sérgio Galvão defendeu também o reforço dos cuidados de saúde primários, nomeadamente através das Unidades de Saúde Familiar (USF).
“Importante também é que conseguimos ter Unidades de Saúde Familiar que permitam fazer essa tal triagem, ao termos boas Unidades de Saúde Familiar, ao termos médicos de família, de certeza (…) que as nossas urgências vão ficar muito mais desanuviadas”, afirmou.
“O caminho da saúde é este, é ter boas USF, dar boas condições às pessoas, ter médicos e enfermeiros, e depois, obviamente, ter um hospital central que consiga corresponder às necessidades que temos no Oeste”, salientou.
“É este o caminho, não há outro”, concluiu.













